segunda-feira, dezembro 31, 2012

Bom Ano !

No último post de 2012 deixo-vos o meu desejo de Paz  através da música intemporal de Coltrane tocada por jovens estudantes de música de todo o Mundo e dirigida por David Liebman.

Um excelente 2013!


domingo, novembro 25, 2012

Dave Schildkraut (III)

O saxofonista David Schildkraut (1925-1998) e a sua música têm sido objecto de interesse deste blog por repetidas vezes .
Até ao momento detectei a participação de David Schildkraut nos seguintes discos:
Tony Bennett's "Cloud 7" ,
Oscar Petiford's "Basically Duke",
George Handy's "Handyland U.S.A",
Buddy Rich "Cool Cat on a Hot Tin Roof” ,
Don Joseph “Nocturne", 
Ralph Burns “I’ll Be Around" e
Hal McCusik "Cross-Section Saxes" (thanks, Tim Price:-)
Sam Most & His Orchestra
Eddie Bert
Anita O'Day

Informação substancial sobre Dave e o seu lado pedagógico aqui , um belíssimo contributo do saxofonista Bob Derke.

Contudo a sua participação mais famosa é sem dúvida no disco "Walkin'" de Miles Davis no qual gravou vários solos, o mais famoso dos quais no tema "Solar".
Aqui fica a transcrição deste belíssimo solo.
 

quarta-feira, novembro 21, 2012

Impressionante "Impressions"


Transcrever solos - e tocá-los - permite uma proximidade com o autor do solo, uma intimidade de pensamento e de gesto altamente enriquecedora para quem se dá ao trabalho. E sim...dá trabalho, mesmo com a tecnologia digital que permite ouvir a música mais lentamente sem alterar a tonalidade do tema. Há bastantes anos atrás e sem essa tecnologia alguns dos solos que comecei a transcrever ficaram a meio. Mal o Coltrane começava a tocar semicolcheias a minha moral sofria um rude golpe...bem como a transcrição...
Já ouvi vezes sem conta levantar a questão de que copiar solos é mau. Retira a personalidade própria de quem o faz, transforma-o num mero imitador do músico copiado.
Discordo redondamente.
Transcrever é uma outra forma de ouvir. Ouvir mais a fundo, ouvir outros parâmetros musicais que não são percebidos conscientemente aquando da escuta. Timbres, articulações, micro-variações de altura de notas, todos os maneirismos próprios do solista ressaltam muito mais evidentes e compreensíveis quando são transcritos. Quanto á alegada perda da identidade musical própria, não o considero um argumento digno de crédito. Em primeiro lugar, se um músico perdesse a sua personalidade por transcrever um (ou mais) solo arriscar-me-ia a prever que essa personalidade talvez nunca tenha existido. Seria o equivalente a dizer que os livros que lemos destroem a nossa personalidade, que deixariamos de ser quem somos por ler os Maias, o Aleph ou as Memórias de Adriano. Passariamos a pensar como o Eça, o Borges ou a Yourcenar ? Antes pelo contrário. É no contacto com a obra desses escritores que a nossa própria personalidade vai ganhando forma, se vai educando e crescendo.
Mas isso agora não interessa nada...
Interessa é que o solo de Michael Brecker no "Impressions" no CD "Infinity" de McCoy Tyner é um dos seus solos mais fabulosos.
Aqui ficam (para os mais afoitos) os 10 chorus do solo de Michael Brecker. Vale a pena o trabalho não só pelo gozo que dá mas pelo facto de as duas transcrições deste solo que podem ser encontradas na net conterem imensos erros o que impossibilita totalmente a compreensão das estratégias musicais e técnicas de Brecker neste solo que é um tratado de improvisação modal. Saxofone tocado ao mais alto nível .
Ao contrário do que diz o título de un dos discos de Michael Brecker , "please, try this at home" :-)









 












domingo, outubro 28, 2012

Witchi Tai To

Witchi Tai To é, em minha opinião,  uma das mais poderosas e positivas  canções já escritas.
A melodia  que lhe serviu de base foi ensinada a Jim Pepper, autor da canção e saxofonista nativo-americano, pelo seu avô, um índio Cree e é um "cântico de peyote". Estes cãnticos são melodias entoadas ou imaginadas durante cerimónias em que a ingestão ritual de peyote abre portas a estados de percepção com especial significado quer para ao indíviduo quer o grupo, cerimónias das quais o jornalista Carlos Castañeda dá conta nos seus livros.
O autor desta canção, Jim Pepper (1941-1992), foi um saxofonista pioneiro do que se viria a chamar fusão, tendo integrado na sua música elementos das tradições nativo-americanas e do rock psicadélico. Pioneiro também numa certa forma de expressão saxofonística que viria a ser repescada mais tarde por músicos como Garbarek, Brecker ou Sanborn.
O poder desta canção não passou despercebido a músicos como Jan Garbarek, David Byron (dos "Huriah Heep"), Jack Johnson ou os Oregon . Em 1969 a canção esteve colocada em #70 no Top 100 dos Estados Unidos.

O título significa "Tudo é Tudo" e a letra diz :



Witchi Tai To gim-mie rah
Whoa ron-nee ka
Whoa ron-nee ka
Hey-ney hey-ney no wah

Water spirit feelings
Springin' round my head
Makes me feel glad
That I'm not dead






















quinta-feira, outubro 25, 2012

Ingrid Jensen sobre a prática de um instrumento

Uma das raras mulheres trompetistas (não, não é a única) da cena jazzistica internacional, Ingrid Jensen tocou com nomes como  Maria Schneider Orchestra,  Geoffrey Keezer, Project O, Nordic Connect ou Darcie James Argue’s Secret Society para além de liderar os seus próprios projectos.
Numa entrevista de quase uma hora fala de prática do instrumento.
A ouvir aqui .


 

terça-feira, outubro 23, 2012

Garbarek - retrato do artista aos 20 anos

 

 
" Freedom Jazz Dance" (Eddie Harris)

Jan Garbarek - tenor sax tenor
Frank Phipps - trombone de pistões
Arild Andersen - contrabaixo
Jon Christensen - bateria
Concerto ao vivo no Studentbyens Jazz Klubb, Oslo, 24. Setembro 1967
 
 

 

segunda-feira, outubro 22, 2012

Garbarek takes the Coltrane

Descoberta recente. Garbarek com 20 anos a tocar Mr. PC, blues menor de Coltrane. 20 anos em 1967 e uma garnde maturidade de conceito, sabendo exactamente o que quer fazer do tema e como o fazer. A presença de Ornette é patente no jogo de Garbarek mas nem por isso se deixa de detectar o Garbarek dos anos posteriores. Aqui

segunda-feira, outubro 15, 2012

Mestres do saxofone

Se Adolph o inventou como "máquina de produzir intervalos" (Steve Lacy) , eles inventaram-no como instrumento musical de pleno direito, instrumento também ele para virtuosos.
Os Mestres do saxofone.
Apesar de, para muitos dos ouvidos actuais, estes saxofonistas soarem estranhos, fora de moda, curiosidades de museu, eles fizeram escola, fundaram as bases a partir das quais o saxofone pôde ser tocado como o é nos nossos dias por gente como Potter, Garbarek,  Parker, Delangle, Brecker, Liebman, ou Londeix.
Um dos comentários de um dos videos coloca a importância deste mestres em perspectiva:  "Rascher explaining the sax is like..like..um..well it's like God explaining how to make a universe". :-)



Rudy Wiedoeck  (1893 - 1940)

                             

                             


     
SIGURD RASCHER  (1907 - 2001)
                            1

                                           2

                            3


                             



MARCEL MULE  (1901 - 2001)


                              


            

  • A página do Saxophone Journal (sim, existe uma revista só para saxofonistas) dedicada a Marcel Mule


Joe Allard   (1910 –1991)


                            




Al Gallodoro  (1913 – 2008)


                        



                           


domingo, outubro 14, 2012

Oh Não ! Já passaram 5 anos !!

Comecei este blog como mais uma ferramenta de comunicação com os meus alunos, um local de onde lhes poderia passar os meus pontos de vista de uma forma diferente daquela habitualmente usada numa aula.
Entretanto fui-me tornando um pouco mais egoísta e ele transformou-se no meu próprio blog de notas onde vou postando aquilo que quero ver mais tarde ou aquilo que me entusiasma no momento. Mesmo assim espero que não tenha perdido a função inicial.
Tal como com um animal doméstico, sinto-me comprometido a alimentar regularmente o blog. Felizmente não o é, caso contrário já tinha tido a Associação de Protecção aos Animais á perna dada a magreza do "bicho" durante aguns dos meses anteriores...digamos que é mais um Tamagochi, para quem ainda se lembra do que isso é... Era agora que eu dizia que prometia dar mais atenção ao blog, no futuro. Pois era. Mas não vou dizer....

Decidi comemorar estes 5 anos com o tema "Blue 'n' Boogie" pelos "Jazz Giants", um grupo formado por alguns dos verdadeiros gigantes do Bebop, concerto gravado no mítico 1º Festival de Jazz de Cascais no dia 21 de Novembro de 1971, documento indisponível na net até agora.
De lamentar a ausência quase total de registos video dos concertos deste festival.
Apesar da escassez de video sobre Deste 1º Festival de Cascais apenas se encontram excertos do concerto do 5teto de Miles (espero,em breve colocar o concerto na sua totalidade.
Estou, contudo, convencido que existem registos integrais de alguns concertos , dado a recente (2009) utilização de excertos desses concertos no documentário "Rewind - Cascais Jazz '71" produzido por João Marques, realizado por João Abecasis Fernandes.

Para mim ainda é emociante ver este video (apesar da qualidade e da dessincronização sonora...) .
Estou certo que para muito(a)s de vocês também o será.
Enjoy!
                     clicar na imagem 
         

 

sábado, outubro 13, 2012

13 de Outubro - great day for sax !!


Dois mestres do saxofone nascidos no mesmo dia : Konitz e Pharoah Sanders.

Com ambos tenho uma relação especial. Uma relação de afecto (todas as relações especiais são de afecto, óbviamente...) Conheci primeiro Pharoah. É fácil conhece-lo primeiro: um som directo, aberto, largo vibrato, gritante, da Terra. Fiquei apanhado pelos primeiro sons que ouvi vindos do sax de Sanders na cave do meu amigo Miguel Ribeiro, ele que uns anos mais novo do que eu (eu 18, ele 15?) me introduziu nos mundos de Ra, Stockhausen, Artaud e Breton.
Peregrinei a Marselha para o ouvir.
Não ouvi.
Um desvio inesperado até Paris implicou um atraso irremediável para o concerto de Pharoah.
Durante anos tive esse momento como dos mais "raté" da minha vida de amante de Jazz. Até que me vinguei. Á pala de um cartão de jornalista (que nunca usei a não ser com Pharoah) fiz-lhe uma “entrevista” que aqui postarei um dia destes
. Tauhid, Thembi, Live at the East, Live at Seatlle e Live at the Vanguard Village again (estes últimos com Trane) e Izipho Zam são imperdíveis para quem queira conhecer minimamente a música de Sanders .

Lee Konitz, conheci mais tarde. E naturalmente mais tarde. A sofisticação melódica de Konitz não apela de imediato a um novato (não soa nada bem "imediato com novato"... prefiro "de repente a um principiente..."). Veio com o Lp Oleo e especialmente com Alto Summit , o 1º disco onde ouvi Konitz.
Uma discografia de mínim de Konitz (pessoal e transmissível)
Konitz & Warne Marsh no Montmartre Jazzhaus
Alto Summit
Oleo
Windows
Motion
Duets (no tenor com Elvin) Desta gravação disse-me Konitz rindo-se muito: "I had the NERVE to play tenor with Elvin..eheheheh!!
Portology
New quartet

Feliz aniversário a ambos. !!

quinta-feira, outubro 11, 2012

Domingo


 

quarta-feira, outubro 10, 2012

AULAS DE IMPROVISAÇÃO E SAXOFONE


Decidi dedicar parte do meu tempo a aulas particulares de Teoria de Jazz/Improvisação de Jazz  e Saxofone.
Tentarei reunir um grupo de alunos o mais avançados possível pelo que apenas aceitarei os alunos depois de um pequeno teste. Dependerá da disponibilidade de horário aceitar alunos iniciados.
Para a turma de Teoria de Jazz/Improvisação aceitarei alunos de outros instrumentos que não o saxofone mas que já tenham noções sólidas de classificação/construção de intervalos e construção de escalas maiores.

Aceitarei também alunos de clarinete-jazz (aulas individuais). Não sendo clarinetista,  não ensinarei a técnica desses instrumentos pelo que esses alunos precisam de já conhecer o instrumento (nível mínimo 6º grau mínimo). A eles, como a todos os outros, ensinarei as técnicas de Improvisação inerentes aos vários estilos de Jazz.
Todas as aulas serão de 50 minutos, sendo as de instrumento, individuais.
A criação de um combo, não estando, para já, prevista, será não só desejada como possível.
Outras condições serão fornecidas mediante pedido de informação a zimk@iol.pt

Poderão encontrar mais informação sobre mim e sobre o que penso sobre música :

·         Neste blog (mantido desde 2007). Se “escavarem” nos posts antigos irão encontrar imensa informação interessante (digo eu...)

·         Na minha página pessoal   em   http://home.uevora.pt/~jmenezes/

·         Poderão também conhecer aqui alguns dos meus ex-alunos bem como tomar contacto com o meu trabalho com Combos
 

segunda-feira, outubro 08, 2012

MISTURA

Tenho insistido com os meus alunos no sentido de tentarem não compartimentar em "gavetas"mentais os materiais que estudam.
Há que contrariar a tendência de  estudar os materiais de improvisação como quem estuda para um exame: "ok, isto já saiu numa prova, tá feito. Posso esquecer."
Desta atitude resulta que se perca  o potencial musical desse material estudado já que apenas foi tratado como um estudo, um exercício, um objecto musical morto (ou pelo menos,  muito combalido...) 

Daí a necessidade de exercitar a mistura dos materiais ainda antes do momento do solo.
O objectivo é que todos os materiais venham a integrar-se, constituindo aquilo que virá a ser o nosso "vocabulário" numa grande mistura de formas, cores harmónicas, contornos melódicos, figuras rítmicas...
A palavra-chave destas 1ªs semanas de aula  tem sido "MISTURA". Daí que tenha ficado especialmente satisfeito por ter lido num artigo do Ellery Eskelin o seguinte:

" I found myself emphasizing the need to consciously integrate all aspects of playing into a single delivery as I tried to make the students aware of just how many potential choices there are to be made in any given situation, no matter how seemingly simple".

Para quem não o conhece Ellery Eskelin é um dos mais interessantes, inventivos e arrojados saxofonistas actuais.
O seu blog


segunda-feira, outubro 01, 2012

Workshop de Big Band

Na 1ª semana de Abril deste ano Laurent Filipe convidou-me para orientar uma semana de trabalho com a orquestra Acrolatin, de Vila Real. De entre todos os argumentos para aceitar, o de passar uma semana com a excelente companhia, humor e amizade do Laurent  foi um dos que mais pesou.
Fui encontrar um grupo de gente cheia de vontade de aprender e de uma enorme simpatia, A semana transformou-se num desafio ou melhor em dois. Para a orquestra, de pôr de pé um repertório novo com um ou dois temas mais exigentes do que os que habitualmente tocam; para mim, o de os ajudar a tocar de uma forma convincente e de dar a compreender aos músicos a música que lhes propus tocar.
Foi muito divertido para mim e , pelas imagens finais, creio que posso dizer que  não só para mim.
Um abraço á Acrolatin !


segunda-feira, julho 30, 2012

As partituras de Coltrane

Não resisti a postar um scan das partituras que Coltrane deverá ter passado a Kenny Drew em Setembro de 1957 aquando da gravação  do clássico "Blue Train", disco onde aparecem pela primeira vez os temas "Lazy Bird" e "Moment's Notice".


Terá sido á vista deste pedaço de papel que o pianista Kenny Drew terá dito a Trane : " You expect me to play these changes at a moment's notice?" (Esperas que eu toque estes acordes assim á primeira?!) dando, dessa forma e sem o saber, o título ao tema.

Escritas pela própria mão de Trane terá sido com indicações tão simples como esta - umas letras e uns números escritos num pedaço de papel - que se produziram obras que ainda hoje marcam a história da música do sec. XX.
A Música é uma coisa fabulosa!

1959 !

1959,  o "annus mirabilis" do Jazz, como diria a Rainha Isabel II... Ilustrado neste documentário pelas quatro obras maiores gravadas nesse ano : "Kind of Blue" de Miles Davis, "Time Out" de Dave Brubeck, "Mingus Ah-Um" de Charles Mingus e "The Shape of Jazz to Come" de Ornette Coleman.
Testemunhos de Herbie Hancock, Lou Reed, Sue Mingus, George Avakian e Charlie Haden.
Um documentário de qualidade estranhamente apenas com 200 e tal visualizações no youtube.

sexta-feira, julho 13, 2012

domingo, maio 27, 2012

Creatividade e Improvisação

Criado em 2007 (se não estou em erro) o  "Centro Philoctetes para o Estudo Multidisciplinar da Imaginação" promove uma abordagem integrada e multidisciplinar sobre creatividade e processo imaginativo.
O Centro tem desenvolvido e apoiado projectos e forums e reunido investigação no sentido da cooperação e diálogo entre várias disciplinas  tentando ao mesmo tempo chamar a atenção do público para estes assuntos.
Para concretizar a sua missão o centro realiza mesas-redondas, com participantes de vários campos (neurociência, psicologia, matemática, psicanálise, artes e humanidades, filosofia e teologia), dando visibilidade a trabalhos nestas áreas bem como reune uma database sobre a Imaginação na tentativa de centralizar toda a documaentação disponível sobre o assunto.
Com os cortes orçamentais que atingiram muitos programas de investigação nos Estados Unidos, o Centro foi obrigado a encerrar actividade.
Fica um video- arquivo interessantíssimo com palestras e colóquios sobre várias áreas da Imaginação e Criatividade arquivo video que pode ser consultado online.
Um dos videos deste arquivo: "Creativity in Jazz Improvisation" com Jane Ira Bloom e Lewis Porter.

terça-feira, maio 15, 2012

Liebman on "Live @ the Lighthouse"

O comentário de David Liebman á histórica gravação "Elvin Jones Quartet - LIVE AT THE LIGHTHOUSE" ocorrida a 9 de Setembro de 1972 dia do 45º aniversário de Elvin Jones. 
Uma gravação de grande importância histórica já que, apenas passados 3 anos da morte de Coltrane, é neste grupo que se começa a vislumbrar por onde seguiria a herança do Mestre.
Dois dos mais convictos e extraordinários saxofonistas pós-coltraneanos - David Liebman e Steve Grossman - deixam neste disco pegadas que muitos outros iriam seguir nos anos que se seguiram.
No final deste post, um video recentemente chegado ao youtube (final de 2011) com excerto de um concerto deste grupo.



"t was the right time to make a live recording. With all the excellently produced recordings under Elvin’s leadership done since Puttin’ It Together for Blue Note (1968), capturing the spontaneity and excitement of Elvin live seemed in order. Furthermore, this was a steady working band, which had been together for over a year, and the chemistry was happening. As I wrote in the liner notes for the 1990 re-release of Live At The Lighthouse (the double LP released contemporaneously in 1973 did not contain the entire evening’s material which was three sets worth), this live recording still is discussed among musicians, especially saxophonists to this day. What Steve and myself represented here are two of the early post-Coltrane generation saxophonists playing their interpretation of Trane’s vocabulary abetted by a giant green light of approval and support from the Man himself along with a great bassist (Gene Perla) who loved his role. The truth is obvious in the music -- each of us was doing what we loved, accompanied by three other brothers with whom we probably would’ve gone down in a sinking ship if necessary! It was and remains a special period for me. Recorded on Elvin’s forty fifth birthday at the end of a three week engagement at this famous club on Hermosa Beach near Los Angeles, Live At The Lighthouse captures a good night, representative of the repertoire as well as the intensity which we strived for every night. Steve, Gene and myself had hung out quite a bit together in the preceding years, mostly playing non stop free jazz sessions at my loft on West 19th Street and Gene’s loft on Jefferson Street in New York City. Steve had already spent time with Miles Davis and soon after this gig I did my time with the Prince of Darkness for a while. In essence, we had played musical chairs. Thought there were a lot of similarities in our concepts and technique, there were some important differences.



Both of us were students of the great master saxophone teacher in New York, Joe Allard, who had certain concepts related to the use of the vocal cords for playing as an extension of singing/speaking, so there were definitely saxophonic similarities to be sure. On both soprano and tenor, Steve’s time feel was usually quite even while I tend to break up the rhythm more. Steve’s tone on tenor was a bit brighter than mine and more nasal on soprano. Both of us had a few licks that we played a lot but I often liked to use the saxophone’s natural facility to intervallically skip around a bit. Steve’s tenor altissimo sound (above the natural range of the instrument) was more tightly squeezed than mine. However both of us liked to use our vocal cords to support the sound in that register rather than just tightening the embouchure, which was a more common technique. Harmonically and rhythmically I was more prone to playing away from the expected mode or pulse, but when we played together which happened quite a bit especially at the end of tunes (an influence from our free jazz encounters in the New York lofts), we both moved quite outside the given framework.

Of all the tracks on the Lighthouse recording, the one that most saxophonists comment on is Donald Byrd’s "Fancy Free" which has long phrases of Dorian modes to play over. Steve and myself play a lot of sixteenth notes in and out of the key center while Elvin and
Gene basically hold to a quasi-bossa nova, with some dramatic and intense fills at the end of each chorus. Both of us play extremely intense and furiously. I think that to capture this kind of energy on record was somewhat rare in those days outside of Miles and Trane recordings that we all knew from the ‘60s (Birdland, Village Vanguard, Plugged Nickel, etc.) and may have contributed to the lasting impression this music has to this day. Before the out melody with Elvin heating up the intensity even further, we go at the scales in tandem. The tune itself has a memorable melody and accompanying figure.

In "New Breed" I solo first and must admit on this track in particular, there are more similarities between Steve and myself than usual. I play quite a bit of double time lines revealing some influence from Charles Lloyd with whom I had studied a few years earlier, especially when I use portamento (slides) in the upper register. After a solo by "Gates" (Gene), we take the melody out revealing tight ensemble work, which we had achieved by this juncture in the band’s development.

Perla’s "Sambra" sets up an intriguing drum pattern by Elvin under my very rhythmically oriented tenor solo. His drum pattern, devoid of the cymbals, is so unique that it defies description. Steve takes the chord changes into swing and burns it up. At this tempo, Elvin often liked to play a little bit on top of the time, which lends a surging quality to the music. Elvin takes a long and intense solo before going out.

One of the hippest tunes we played was the line "Taurus People" by Farouq Dawud. A quick sixteen-bar melody with some nice chord changes sets up Steve, followed by myself for some straight-ahead, burning eighth-note jazz in which Elvin never lets the intensity down. You can hear some smooth off-the-beat hi-hat maneuvers by him at times during the tune.

Meant primarily as a bass feature, Gene’s "Sweet Mama" gave him an a cappella section before Steve enters with open blowing, loosely centered on A minor. I follow in a similar vein with an abundance of harmonics, flurries and altissimo playing before Elvin solos. Just to note, on the surface it may appear to the casual listener that his drum solos are quite similar. But where the differences are is dependent upon which motif he gets involved in as well as the particular combination of drums used. Sometimes he emphasizes the snare, or the hi-tom and snare, or both toms. The rhythms are invariably broken down and displaced throughout the set with the bass drum often serving a purpose similar in function to a comma or period in prose writing, as a temporary pause.

Playing a ballad with Elvin meant dealing with a few specific drum matters. First of all, the nearly silent scraping of the snare drum for the melody chorus meant the beat was quite soft so you needed to rely heavily on yourself and the bass for the pulse. This was also true when soloing because of the manner in which Elvin double timed, and on occasion, dramatically slapped the drum with the brush or as he was prone to do, incorporating long cross rhythmic motifs and hemiolas. Add to this, the requisite a cappella cadenza both, as an intro and outro and one can understand the challenge of playing a ballad with Elvin. My ballad feature in the band was "I’m A Fool To Want You." I enjoyed this plaintive bluesy melody and the way it sounded especially in the tenor upper register, reminiscent of an old Trane ballad from the '50s. The intensity of Elvin’s mallets under my cadenza would make me have to reach deep down inside myself to come up with something
"The Children, Save The Children" was written by a friend of Gene’s, Don Garcia, and features Elvin at his laid back best, keeping the groove happening while I go first on soprano with Steve following on tenor. This is a good example of the master keeping the reins on the pot while the "young bloods" are blowing their heads off. This happened often with Steve and myself. We would immediately play everything we knew and Jones would just hold the whole dynamic down as if to say: "What are you so excited about?" This would definitely cool us off. Steve’s solo is typical of his great ability to shift between fast, over-the-pulse lines and laid back eighth notes, one of Trane’s outstanding characteristics during the late '50s and early '60s in the "sheets of sound" period.
"Brite Piece" opens with Steve soloing first on tenor alternating lyricism and chromatics, along with in and out of the pulse rhythms episodically contrasted. Beginning much in Steve’s vein on soprano, I also move in and around the stated pulse. With comments from both of us during the Latin bridge section used as backgrounds and Gene’s interactive rhythmic figures with Elvin, one immediately senses that group conversations were an important component of this band’s sound.

A dramatic introduction with arco bass brings in Elvin’s thunderous marching beat and variations for this nearly thirty minute version of "The Children’s Merry-Go-Round March". Here I begin on tenor staying close to eighth notes in open harmonic territory with eight-bar phrases as the basic framework. After Steve joins in with me, he continues in a similar vein turning up the rhythmic heat by mixing in and around pulse oriented lines continuously. My re-entry furthers increases the intensity with both of us honking on multiphonics and reverting to a little whole tone scale line of Steve’s. In fact, this section is an abridged version of a lot of the music we had played together in the lofts. The free jazz movement of the 1960s did in fact have a big effect upon us. Basically it involved a lot of communal, group playing without key centers or steady time and almost always in high energy. It was great for us that we could incorporate a little of that with Elvin who was open to what we had to bring to the table. What is probably one of the longest recorded drum solos in jazz follows and is a textbook primer on how Elvin constructs and deconstructs motifs while building to climaxes and then seemingly beginning again with another idea. His solos have an internal logic all their own as a result of this motif-building process.

Playing the blues at a slow tempo with Elvin is an experience all musicians should have experienced at least once in their life. This feeling is embodied in Gene’s "For All The Other Times." Steve begins the twelve bar exchanges for this version which is abbreviated here as a set closer. The last chorus with Elvin’s "strip tease" backbeats is exhilarating followed by a thunderous final cadence.

The
Live At The Lighthouse date was one of the most exciting nights of my musical life. The energy and enthusiasm of a working band consisting of three young musicians with one of the greatest masters of all time was for all of us a once in a lifetime event that we will never forget. It’s fantastic that it was captured on tape.

NOTES ON TRANSCRIPTIONS
Thanks to the amazing transcription work done by Norwegian saxophonist Petter Wettre along with Gene Perla’s diligent follow up, I can add a sentence to the above: "it’s fantastic that it was captured on tape AND ON THE PAGE AS WELL!" Pedagogically speaking, I am a big advocate of transcribing when done at a high level, meaning that the chosen solo is worthwhile and that the student accomplishes what is called for, which is most importantly playing the solos note for note, nuance for nuance. Important musical aspects revealed in a solo usually pertain to matters of phrasing (attack, nuances, dynamics, time feel, etc.), besides the obvious pitches themselves, all of which are just not obtainable by any other method except exact imitation. Of course, I would encourage the reader to get the original recording of these Lighthouse solos and attempt to play along with them. But on a more practical level, these solos can be used like an encyclopedia to examine something you heard on the recording. If a phrase stirs your imagination, use the music to isolate the notes and analyze as best you can what was happening. Always remember to match the phrasing also, not just the pitches in order to truly reflect the feeling of the music.
We hope you enjoy this book of the solos from the Lighthouse. Have fun—we certainly did!!
August 27, 2005 "



sexta-feira, maio 11, 2012

Bernardo Sassetti (1970-2012)


Um dia triste, num país triste que vai perdendo aqueles (tão poucos) que nos levantam a alma do chão...
É um momento de Silêncio mas também de celebrar (com o silêncio da tua música, ) o improvável milagre de estar vivo .
Obrigado, Bernardo, pela Música e pela transbordante simpatia que irradiaste em cada encontro.



segunda-feira, maio 07, 2012

Marion Brown


Marion Brown  foi uma das mais importantes vozes do free-jazz da década de 60 do século passado.
Nasceu, em 8 de setembro de 1931 e faleceu no dia 18 de outubro de 2010 com 79 anos. Conheceu Archie Shepp, Ornette Coleman. Participou na gravação de um dos maiores clássicos do free: ‘Ascension’, de John Coltrane.Em 67 emigrou para a Europa (Paris), onde se fixou até 1970 e onde se interessou, entre outros assuntos pela música de Eric Satie. Aí trabalhou com Han Bennink, Barre Phillips, Gunter Hampel, fez música para os filmes de Marcel Camus "Um Été Sauvage" e "Les Temps Fou". Nos anos 70 regressou aos Estados Unidos. São dessa fase os álbuns ‘Afternoon of a Georgia Faun’ (70), ‘Geechee Recolletions’ (73) e ‘Sweet Earth Flying’ (74). A década de 70 seria também marcada por uma maior dedicação à área acadêmica. Entre os anos de 71 e 76, ele assumiu o posto de professor de música em diferentes escolas e universidades (Bowdoin College, Brandeis University, Colby College, Amherst College), tendo feito o Mestrado em etnomusicologia em 1976, com a tese ‘Faces and Places: The Music and Travels of a Contemporary Jazz Musician’.Nos anos 90 gravou 3 albuns: “Offering”, “Offering II” e “Echoes of Blue”. A partir de aí os problemas de saúde acentuaram-se com um aneurisma e consequente ; cirurgia nos olhos; a extração de todos os dentes; e a amputação de seu pé direito. a internação em uma casa de repouso e o silêncio. A sua última participação teve lugar em 1999  no disco da cantora Devorah Day. Os seus últimos dez anos de vida foram vividos num isolamento dedicado em especial á pintura.
O filme que se segue , da autoria de  Henry English em 1967 é um aimportante (e raro) documento sobre Marion Brown e a sua música.
 


A Brief History of 20th Century Music

domingo, abril 29, 2012

Happy birthday Duke Ellington !

De Duke Ellington não haverá muito a dizer que ainda não tenha sido dito.
Foi um visionário, um modernista e um criador com uma visão absolutamente pessoal do mundo em que viveu.
A notícia da sua morte, apesar de sentida, passou algo despercebida em Portugal, um mês após o 25 de Abril de 74 mas a sua música será sempre moderna.
O cineasta Gary Keys retrata-o num documentário que inclui imagens raras de Duke e que inclui footage da tour mexicana da Duke Ellington Orchestra, nunca publicada em disco.

Happy birthday dear Duke !

sexta-feira, março 23, 2012

Hal Galper Facebook Video chat lessons

Facebook video Chat lessons by jazz piano legend and master educator Hal Galper

[Coming soon combo lessons via video chat]

For more details contact Mr. Galper through email or his webpage

Hal Galper webpage http://www.halgalper.com

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Conference, anyone?

Duas conferências sobre Música a ter lugar em breve .

2ª Conferencia Internacional sobre abordagens analíticas á World Music -2012

West Coast Conference of Music Theory and Analysis


Entretanto, há pouco mais de uma semana, teve lugar esta

6º Festival/Conferência Improvisation/Self/Community/World cujo programa completo vale a pena vasculhar.
Fica aqui uma das performances deste festival/conferência

Paris Reunion Band

Um DVD dedicado ao baterista Jenny "Klooks" Clarke e á cena jazzística de Paris na década de 60.
Gravações de época e performances da "Paris Reunion Band" com Woody Shaw, Dizzy Reece, Johnny Griffin, Slide Hampton, Kenny Drew, Jimmy Woode e Billy Brooks.



quarta-feira, janeiro 25, 2012

Improvisação, a 2ª vida do acaso

"C’est l’occasion qui électrise le génie créateur,- car l’occasion est l’électrochoc de l’inspiration ; mais c’est pour le génie créateur que la rencontre, au lieu d’être une occurrence muette, devient une occasion riche de sens. Et c’est justement cette causalité réciproque, ce rapport-paradoxal de l’effet-cause à la cause-effet, cette contradiction de la causa sui qui donne à l’improvisation la profondeur d’un processus créateur. "
(Jankélévitch)






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