Domingo, Abril 28, 2013

Swing Kids



Retirado daqui

Charlie & His Orchestra - Fascist Jazz


 
 
Apesar do Jazz ter sido considerado pela ideologia Nazi como “arte degenerada” o III Reich não hesitou em usá-lo como forma de propaganda dirigida aos Aliados.

Assim Joseph Goebbels permitiu que os melhores músicos de Jazz da altura se reunissem em Berlim no ano de 1940 e  formassem a “Charlie and his Orchestra”. Eram eles Lutz Templin, o baterista  Fritz Brocksieper , o cantor  Karl Schwedler ("Charlie"), o clarinetista  Kurt Abraham e o trombonista Willy Berking. Uma orquestra oficial de jazz , uma “Reichsministerium band” que gravou mais de 90 temas e que difundia regularmente para Inglaterra, tendo muitos ouvintes regulares, entre os quais Winston Churchill.
As letras, escritas por funcionários do próprio Ministério da Propaganda, cumpriam (ou tentavam cumprir) o objetivo de minar a moral inglesa e alimentar as simpatias pró-Nazis entre os aliados. Os temas eram cantados com a letra tradicional até ao primeiro refrão e a seguir, de uma forma geralmente falada, o "crooner" descrevia a forma terrível como seguia a guerra para os Ingleses e que pesadas tinham sido as baixas entre os Aliados. 

AQUI uma colecção colecção dos temas gravados pela orquestra fascista “Charlie and his Orchestra”. Se nunca ouviram Jazz fascista, aproveitem. Mas cuidado.... é preocupantemente parecido com o outro... Uma fantástica lição da qual podemos tirar conclusões muito úteis para os dias que hoje vivemos e para os que (temo) aí virão.

Xenakis por Pedro Carneiro


Documentário sobre a gravação de  Rebonds Okho e Psappha de Iannis Xenakis por Pedro Carneiro. Realização de Stéphan Aubé (2004)

Domingo, Abril 07, 2013

The Outsider - Harry Partch


The player will show in this paragraph
 
Realização -Darren Chesworth (2002)

Segunda-feira, Abril 01, 2013

Julian Arguelles 5tet @ Hot Clube




Julian Arguelles -tenor sax
Mário Laginha-piano
André Fernandes- guitar
Nelson Cascais- Bass
Marcos Cavaleiro-drums
Hot Clube (Lisboa) a 30 de Março 2013
fotografia: Joaquim Mendes 


Sábado, Fevereiro 16, 2013

Juvenile delinquent


      "Do I dislike any instrument? Well, I am not very fond of the two most conspicuous instruments of the Lulu orchestra, the vibraphone and the alto saxophone. I do admit, however, that the vibraphone has amazing contrapuntal abilities; and the saxophone's juvenile delinquent personality floating out over all the vast decadence of Lulu is the very apple of that opera's fascination."

Igor Stravinsky in "Conversations with Igor Stravinsky" with Robert Craft (1959)



 

Sábado, Fevereiro 02, 2013

What Stan wants... Stan Getz

Faria hoje 86 anos, se fosse vivo.
Aqui, em 1958 na companhia de gente do melhor que havia.

Terça-feira, Janeiro 29, 2013

Where are the doors?

 

LAWRENCE "BUTCH" MORRIS (1947-2013)

 
O dia acaba com um triste notícia. Butch Morris faleceu hoje.
O cancro, revelado  logo a seguir ao ´seu workshop sobre "Conduction" em Julho do ano passado no Centro Cultural de Belém, mais uma vez, lamentavelmente, venceu.
Com Morris desaparece uma forma de fazer música, uma forma de pensar e organizar os sons á sua volta, única no mundo da criação musical. Com a sua "Conduction" Morris logrou extrair do  grupo de músicos que tivesse á sua frente algo que nem eles próprios sabiam poder dar, algo de insuspeitado e imprevisível, algo quase sempre muito belo.
Quis o acaso que eu tivesse participado no que creio ter sido a sua última "Conduction" e que tivesse sido eu, no ambito do meu trabalho de doutoramento, a fazer-lhe a sua última entrevista. Espero publicá-la aqui a seu devido tempo.
Personagem obscuro, músico da sombra como o são grande parte dos artistas que operam as grandes mudanças, o que nos deixou vai perdurar e, sem dúvida, transformar-se e transformar-nos.
Paz á sua alma. Ouçamos a sua música. Aqui

Domingo, Janeiro 20, 2013

Darn that solo ...

Dos solos de trompete que mais me impressionaram ultimamente faz parte este, de Tom Harrell na balada "Darn that dream". Invenção melódica, elegância, contenção e despojamento são elementos da música de Harrell aqui especialmente presentes.
De transcrição obrigatória e dedicada aos meus amigos trompetistas.
Lamentável que os últimos (6) compassos do solo não tenham ficado registados :-(