domingo, fevereiro 24, 2008

KADRI GOLPANATH

Kadri Golpanath é o pioneiro do saxofone na música carnática. Aberto também á tradição do Jazz tocou com Evan Parker e Rudresh Mahanthappa.


quarta-feira, fevereiro 20, 2008

BLINDFOLD TEST ou seja "vê se descobres quem é o gajo"

Um teste "ás escuras" .

Mas este é mesmo para especialistas... O tema é Koko. O mistério está no saxofonista alto. Quem é ele, quem é? A quem "lhe tirar a pinta" e acertar envio toda a sessão (6 temas) que é (digo eu...) uma raridade.

E não. Claro que não é o Charlie Parker.



Ainda David Schildkraut


Na procura de mais informações sobre David Schildkraut (manias...) contactei com Ross LeCompt(na foto), trompetista que com ele tocou. Na volta, este email :

"Dear zimk - Thank you for inquiring about Davey Schildkraut. Dave gave up playing professinally ,( for a living ) and retired from the US Postal service in the 1980's. He never put down his sax however, and was playing as great or better than ever when we worked together. We had a Quintet. Pianist Billy Triglia, ( See Charlie Mingus ) Davey , myself and drummer, Rudy sheriff Lawless. Unfortunately I've forgotten the bass players name , very good but obscure, I have a picture of the the group on stage ( the bass player is hidden behind Davey. Unfortunately Davey passed away in the '90s - I lost track of him when I moved to Pittsburgh. Davey was beyond great and many felt he was at least the equal to " Bird " I just wish, knowing what i know now , that we had recorded.
- very best in jazz, Ross LeCompte"
Espero em breve ter por aqui mais informações sobre o misterioso alto a quem, um dia, Miles Davis ofereceu um lugar na história do Jazz.
Até lá.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

O RITMO DE RONAN

Ronan Guilfoyle é um baixista irlandês que há (muitos) anos andou pelo Porto e por Lisboa com o seu grupo "Four in One" [com o irmão Connor, Richie Buckley no sax tenor e Mike Nielsen na guitarra] onde para além de tocarem dirigiram workshops muito interessantes. Um grupo com uma linguagem muito sofisticada, especialmente sob o ponto de vista rítmico. Não é de admirar que David Liebman ou John Abercrombie tenham feito deste grupo uma das suas sessões rítmicas preferidas (The Dublin Project).
No site de Ronan, o mentor do grupo, pode encontrar-se material sobre ritmo, espaço, tempo, sobre a filosofia da improvisação Vale a visita.
Não se esqueçam do espreitar em Rhythm Books / Essays.
http://www.ronanguilfoyle.com/press-group-29.html

O grupo com David Liebman no clube Basement em Sidney

DESCOBERTAS RECENTES ( ou "anda a apetecer-me ouvir altos outra vez...)


LoREN sTILLmAN http://www.myspace.com/lorenstillman

e o CD "It Could Be Anything" (Fresh Sound New Talent 230) Loren Stillman - sax alto, Gary Versace-piano, Scott Lee - baixo e Jeff Hirshfield - bateria






jOHN o'GALLAGHER



http://www.johnogallagher.com/



no CD "Abacus" [Arabesque AJ0164] com John O'Gallagher - saxofone alto , Ben Monder - guitarra, Russ Lossing - piano, Johannes Weidenmueller - baixo e Jeff Hirshfield - bateria

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

CARLOS BECHEGAS



Na pointofdeparture de Janeiro_08 o crítico Art Lange deixa a sua lista de boas surpresas do ano anterior, uma espécie de "best of"de 2007.



São elas:

Len Barnard’s Jazz Band, The Early Years 1952-54 (GHB)
Carlos Bechegas/Alexander Schlippenbach, Open Speech (Forward)
fORCH, Spin Networks (psi)
Frank Gratkowski/Thomas Lehn/Melvyn Poore, Triskaidekaphonia (Leo)
Jazz en Barcelona 1920-65 (Fresh Sound)
Kartet, The Bay Window (Songlines)
Frank Morgan, Live at The Jazz Standard Vol. 3 (HighNote)
Evan Parker Electro-Acoustic Ensemble, The Eleventh Hour (ECM)
Gary Smulyan, More Treasures (Reservoir)
Mezei Szilárd Trio, A Kölyökkutya Reszketése (Györ Free)

O disco do flautista português Carlos Bechegas em duo com Alexander Schlippenbach aparece nesta lista o que é uma boa oportunidade para referir um dos músicos menos conhecidos da música improvisada portuguesa.
Com um percurso artístico pouco habitual no nosso país e uma exigência e rigor técnicos que parecem estar completamente fora de moda na área da música improvisada (onde começa a parecer completamente "out" saber tocar o instrumento...) Carlos tem 10 discos editados e 30 anos de pesquisa.

Aqui fica a entrevista dada a Miguel Azguime que, juntamente com esta a Rui Eduardo Paes, dá uma belíssima imagem do que Carlos pensa sobre música, sobre a sua carreira e sobre o momento que a música improvisada atravessa cá pelo rectângulo.

CONTRA A REFORMA DO ENSINO ARTÍSTICO DA MÚSICA

domingo, fevereiro 17, 2008

HERÓIS ESQUECIDOS I - DAVID SCHILDKRAUT

Começo aqui uma série de post dedicados a alguns dos génios esquecidos da música de que eu gosto. Gente que, apesar de revelar um talento enorme e uma criatividade rara entre os seus pares, nunca chegaram a ver o seu nome nas capas das revistas - como se isso lhes interesasse alguma coisa...
Começo com David Schildkraut um dos mistérios mais bem guardados do Jazz. Saxofonista alto, nascido a 7 de janeiro de 1925 e falecido a 1 de janeiro de 1998, chegou ao meu conhecimento através de um solo de superior qualidade no album "Walkin" de Miles Davis. O tema é o"Solar" e David Schildkraut exibe uma elegância e swing surpreendentes. Da sessão fazem parte , para além de Davis, Lucky Thompson, J.J. Johnson, Horace Silver, Percy Heath, Kenny Clarke. Curiosamente, e para adensar o mistério em torno deste homem, é o único músico não referido na capa do disco.

Sabe-se, contudo que tocou na Big Band de Stan Kenton num naipe de saxofones dos quais faziam parte Charlie Mariano and Lee Konitz. Pela companhia dá para perceber o nível de Dave Schildkraut.

Sabe-se que gravou, em Agosto de 1954,com o pianista George Handy ("Handyland U.S.A" -Allen Eager, tenor sax; Dave Schildkraut, alto; Danny Bank, baritono; Kai Winding, trombone; Ernie Royal, trompete; Vinnie Burke, baixo; Art Mardigan, bateria e Handy, piano).

Consta que Charles Mingus, durante um blindfold test (audição "ás escuras") confundiu o nosso Dave com o próprio Charlie Parker... Erro de palmatória para quem , como Mingus, tocou com o verdadeiro Bird. De resto, Dave (pelo pouco que conheço) não parece um parkeriano. Sendo da Costa Oeste dos E.U. o som translúcido do alto, a elegância rítmica e contenção nas linhas melódicas fazem dele um "cool" de primeira água. Enfim... Miles sabia o que fazia quando lhe deu espaço de solo.

Tocou também com Buddy Rich, com o cornetista Don Joseph e com o pianista-arranjador Ralph Burns ("Cool Cat on a Hot Tin Roof” and “Nocturne" e “I’ll Be Around.”

Para além da sua intervenção no disco "Walkin" as suas participações mais notadas terão sido com Tony Bennett no disco "Cloud 7" ao lado de Chuck Wayne (guitarra), Charles Panely (trompete), Carmen Dimauro (tenor sax), Harvey Leonard (piano), Clyde Lombardi (baixo), Ed Shaughnessy (bateria) e no disco de Oscar Petiford "Basically Duke"
(Bethlehem Records BCP 1019; Clark, Joe Wilder, trompetes; Jimmy Cleveland, trombones; Jimmy Hamilton, clarinete; Dave Schildkraut, alto; Danny Bank, bari sax; Earl Knight, piano; Osie Johnson, bateria; Oscar Pettiford, contrabaixo.


Para além do solo acima referido ("Solar") gravações de Dave Schildkraut ... nem vê-las.




sábado, fevereiro 09, 2008

Clifford Brown






Clifford Brown costumava gravar as suas sessões de estudo. Esta é uma delas com "Cherokee" como assunto principal, apenas interrompido pela chegada de algumas pessoas a casa.





google-site-verification: googlefa1481a732b9d84f.html