quinta-feira, janeiro 17, 2008

Motetes de Mozart



1 comentário:

psitrek disse...

Alguns trechos do livro "Mozart sociologia de um Génio", o autor aborda as cartas de Mozart e de seu pai, relatando o contexto sócio-cultural da época.
Aconselho vivamente este livro ….

“ Anunciar ao mundo um milagre que Deus tinha feito nascer em Salzburgo. Devo esta atitude a Deus todo-poderoso, ou então seria a criatura mais ingrata: e se tiver alguma vez que convencer o mundo deste milagre, então é agora, quando se riculariza tudo o que diz ser milagre e se contestam todos os milagres”
O pai justificando a digressão com seus filhos


“ … Para que chegue a Sua Alteza: conceda-me a graça do meu humilde pedido, não só do pagamento do mês passado, mas também, por especial e maior favor, de que seja dada a misericordiosa ordem para que me seja pago o que me está retido. Quanto maior for esta graça, mais me esforçarei para me tornar digno dela, e mais pedirei a Deus pelo bem-estar de Vossa Alteza; deste modo eu e os meus filhos nos despedimos humildemente,
Sua Alteza: Vossa Mercê.
Meu muito clemente Príncipe e Senhor,
o vosso mais submisso e obediente
Leopold Mozart
Vice-mestre de capela…”
Carta de 8 de Março de 1769


“ Graças a Deus estou também bem de saúde; como agora o meu trabalho chegou ao fim, tenho mais tempo para escrever, só que não sei o quê, o papá já escreveu tudo. Não sei novidade nenhuma a não ser que saíram o 35,59,60,62 na lotaria e que, portanto, se tivéssemos apostado nesses números, teríamos ganho, mas como não apostamos em número nenhum, não ganhámos nem perdemos, mas rimo-nos das pessoas.”


Um amigo da família , Schachtner, o trompetista da corte de Salzburgo, conta:
“… mesmo as criancices e as brincadeiras, para serem interessantes para ele, tinham que ser acompanhadas por música; quando nós, ele e eu, levávamos brinquedos de um quarto para outro, aquele de mos que não leveva nada tinha que cantar uma marcha ou tocar violino. E, quase até os dez anos, teve um medo incontrolável da trombeta, quando era tocada sozinha, sem outra música; quando a punha à sua frente era quase como apontar-lhe ao coração uma pistola carregada.”

In, Mozart Sociologia de um Génio, Norbert Elias

Psitrek

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