terça-feira, novembro 18, 2014

Liebman e a gravação de "On the Corner"

Dave Liebman fala sobre o trabalho de estúdio, conta o seu primeiro contacto com Miles e a forma como se passou a gravação do disco, hoje mítico, de Miles Davis, "On the Corner"

 

segunda-feira, novembro 17, 2014

Dave Liebman @ Universidade Lusíada

Liebman é, em minha opinião, uma força da natureza.
Descobri-o quando o ouvi pela primeira vez (por volta de 1978 ou 79...sim, leram bem...) dois discos seus, recentes na altura. "Lookout Farm" e "Sweet Hands".  Eram do Mário Barreiros, amigo a quem fiquei a dever muitas das descobertas importantes da altura.
O impacto foi grande. Se por um lado, naquela altura eu tinha recentemente tomado contacto com o hard core do trabalho de Trane através de "The Believer", Traneing in", "Soultrane" e do radical "Ascension", esses discos de Liebman vieram abrir uma janela sobre o que podia ser o futuro, 10 anos passados sobre a morte de Trane.
O recurso á rítmica indiana nas tablas de Badal Roy e a utilização de modos que não os da escala maior juntamente com um groove infeccioso vieram fazer o que faltava para que eu me apaixonasse pela música de Liebman.
Seguiu-se estudo com ele (e com os restantes elementos do grupo "Quest") com quem partilhei um contacto muito próximo durante uma semana (todos nós detestavamos a comida do refeitório mas era preciso um carro (o meu...) para chegar ao restaurante mais próximo).Nessa altura dei-lhe  a ouvir gravações de peças dele tocadas pelo Quarteto de Saxofones do Porto, ás quais reagiu propondo um concerto conjunto (que nunca chegou a acontecer...).
Ouvi muitos (todos?) os seu discos, trancrevi muito do seu fraseado. Ainda hoje quando embarco em determinado tipo de fraseado (especialmente aquele cerradamente cromático) sei que estou a  voar nas Liebman Airlines.... grande companhia !!
Hoje tive, mais uma vez, desde há 5 ou 6 anos, o prazer de estar com ele, de o ouvir e percebi que o meu fascínio pela sua música está intacto.

Continua a ser o músico e orador inspirado e inspirador, que fala sem nenhum tipo de contemplação nem paninhos quentes bacocos. Diz o que é preciso ser dito e di-lo com uma convicção e autoridade arrebatadora. Tal como toca.
Fica aqui o dueto que fez com o baterista Eric Ineke na masterclass que deu na Universidade Lusíada a 17 de Novembro de 2014.

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