sexta-feira, outubro 24, 2014

Quinteto de Carlos Martins - 1989

Mais uma vitória sobre a humidade e os fungos que cercam o que resta dos meus velhos VHS.
O quarteto de Carlos Martins nos estúdios da Edipim, no ano de 1989 com o saudoso Bernardo Sassetti no piano, Carlos Barretto no contrabaixo e Phillipe Soirat na bateria..
O primeiro tema é "Jodi" da autoria do pianista Walter Davis. Jr , tema que integrava (e integra) um LP que, na altura, impressionou todos os que tocavam e estudavam jazz em Portugal .: o disco "Gipsy Folk Tales" de Art Blakey / Jazz Messengers onde pontuava o saxofonista Dave Schnitter.
O timbre colocação rítmica e fraseado deste saxofonista marcou muita gente (yours truly incluído) .
Segue-se "Ask me now" de Thelonious Monk e o standard "Like someone in Love".
Um documento que fico muito contente de poder preservar e que documenta um momento importante da estória do jazz nacional.

 
 

segunda-feira, outubro 13, 2014

Workshop Projazz 1990

Mais um VHS salvo da ira dos fungos. O concerto de alunos do Workshop Projazz em 1990 . Que alunos, e que boa música já então faziam ! Enjoy !
 
 
 

 
 
 

ProJazz All stars 1990


 
O ano de 1990 foi muitíssimo importante para a comunidade do Jazz nacional. O festival de Jazz do Estoril produzido pela ProJazz de Duarte Mendonça organizou, paralelamente ao festival um workshop onde esteve presente um número significativo de músicos nacionais .
Esse festival encerrou com um concerto pelos alunos mais avançados (aqui ) seguido do concerto dos professores que orientaram o workshop.
Um grupo de históricos constituido por:
 
Clark Terry-flugel
Bobby Watson -alto sax
Kenny Burrell - guitar
Rolland Hanna - Piano
Rufus Reid - bass
Kenny Washington - drums
 
Um momento maior na estória do ensino do Jazz em Portugal.
Aqui fica o registo video do concerto de professores.
 
 
 

terça-feira, outubro 07, 2014

O infeliz post do REP

É com espanto que me deparei com o post do Rui Eduardo Paes (REP) no seu mural de Facebook (que abaixo partilho)
Nele, o REP (para quem não sabe  ele é crítico musical, diretor da única revista de jazz portuguesa e musicólogo) imputa a uma entrevista minha dada á Jazz.pt (aqui) a responsabilidade do abandono do jornalista António Branco (AB) da sua actividade de crítico de Jazz,  actividade essa que vem desenvolvendo há décadas .
Aproveita para mencionar o nome de 5 ou 6 outros críticos como se devendo sentir, eles próprios, injustiçados com o facto de eu ter criticado a Crítica de Jazz nacional sem os ter mencionado como excepções, a eles ou aos nomes que o REP acharia por bem tivessem sido mencionados.
Com este post, o REP fica mal , muito mal na fotografia e define-se como uma pessoa dissimulada e intelectualmente desonesta.
É a fotografia de alguém que (por uma razão qualquer que ainda não percebi) me tenta colocar na mão a  “smoking gun” de forma a fazer crer que fui eu o autor do disparo que aniquilou a carreira do António Branco – a tal “gota de água” .
Já agora alguém acredita que alguém poria fim a uma carreira de décadas pelo facto de eu ter emitido a minha opinião pessoal sobre a Crítica de Jazz em Portugal? que a  minha opinião pessoal teria essa importância?... not in a lifetime ! Que, neste meio de música, concertos, públicos e críticos, de cada vez que alguém tivesse uma má crítica, abandonasse a carreira ??!!
E de resto nem o trabalho do AB foi criticado nem o de nimguém, nominalmente. As minhas referências á Critica de Jazz tiveram um carácter absolutamente genérico, como quem leu a entrevista, pôde constatar.
Já agora interrogo-me se o REP, numa derradeira tentativa para evitar o desânimo, a depressão e o abandono que com certeza AB lhe confidenciou, terá com ele partilhado o que eu escrevi em troca de msg privadas (até agora) com o REP  conversa essa que também abaixo encontrarão.
“Indiferença, ingratidão e arrogância de certos músicos cá da praça “ ?! Deixa lá ver se a carapuça me serve...  já que o único “músico cá da praça” que é mencionado neste infeliz post, sou eu.
Como se atreve ele a misturar essas palavras com o meu nome, ele, que conheço vagamente há 3 ou 4 anos e a quem não devo absolutamente nada, a quem nunca pedi nada e do qual  nunca esperei nada ? eu que sou músico há 37 anos e a quem nunca foi passada uma rasteira tão baixa como esta pequena cilada que o REP engendrou ? (minto...lembro-me de uma ou duas...)

Que a revista que dirige tenha ignorado um concerto meu num festival de projecção nacional porque “o repórter escalado teve , ele próprio, um concerto”, é agravante menor mas não deixa de refletir as promiscuidades que critiquei na entrevista mencionada....Agora “Indiferença, ingratidão e arrogância”?
Pelo contrário. Tive imenso gosto em convidar o REP para leccionar História do Jazz num curso que abri há um par de anos. Fiquei muito contente com a abordagem fresca e não-convencional que imprimiu ás aulas e disso o fiz saber. Já não partilhei com ele (nem deveria fazê-lo) que, enquanto outros nomes eram aventados, foi por sugestão minha, que acabou por ser ele o autor das liner-notes do disco dos LUME- Lisbon Underground Music Ensemble.
Não... decididamente a carapuça não me serve...
Muito triste com a  atitude do REP especialmente porque não é frontal nem clara. Tenta chamar sobre mim um odioso por uma via oblíqua, injusta e de todo não assumida (“certos músicos cá da praça”) . Mesquinha, no fundo : E aproveito para informar o REP que não sou “da praça”.  Não sou taxi que vá  a correr ao assobio REP. Talvez ele a isso esteja habituado, talvez ele esteja habituado a que precisem dele, e sinta a falta.... Precisamos que precisem de nós, não é?


Este post  é eloquente num outro aspecto: as competência (ou falta delas) enquanto diretor da única revista nacional de Jazz.
A envolvência emocional do REP com o que foi dito na entrevista, a montagem, passados dois meses da saída da entrevista, de um logro perante a sua audiência (eu e a minha entrevista, causadores do fim de uma carreira jornalística de décadas !!! Não dá para crer! ) , a instigação de outros nomes da crítica contra a minha pessoa. Estes factos atestam(-me) a incapacidade de auto-crítica, de olhar claro e moderno e sobretudo , descomprometido para além do seu próprio umbigo . Agora tenho a certeza : a única revista de Jazz nacional está muito mal entregue


Fico triste porque sempre contei com ele como um interlocutor interessante num meio já de si tão rarefeito como o da improvisação, mas enfim... foi uma triste surpresa.
O que vale é que não preciso de REP para nada, como nunca precisei. Agora Imaginem se precisasse. Imaginem que andava por aí a tocar á espera que dissessem bem do que faço ...
Sai a perder o REP, sai a perder a Jazz.pt e sobretudo dissipa-se tempo e energia com lana caprina. 

Por aqui se fica a perceber o que nesta merda de país acontece a que têm  opinião própria, a emite e se dá ao desplante (imagine-se) de criticar....os críticos...
Digam-lhe que cresça, se ainda fôr a tempo.

Aproveito para endereçar um abraço ao António Branco e desejar-lhe longos anos de vida e de escrita sobre Jazz. De escrita com qualidade precisamos nós! Muito !

 O  (infeliz) post do REP

 
A conversa até agora privada que tive com o REP
 


 
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