segunda-feira, julho 21, 2014

Aulas particulares







Vivam.
Estou a aceitar inscrições para aulas particulares de Saxofone-Jazz e Combo para o  próximo ano lectivo.
As aulas serão presenciais e têm lugar em Lisboa









Estas aulas são especialmente dirigidas a: 
  • Alunos de qualquer nível que pretendam alargar a sua capacidade de improvisação seja numa linguagem jazzística, pop ou funk.
  • Alunos que, após formação Superior, pretendam aprofundar áreas específicas da Improvisação.
  • Alunos que pretendam preparar a sua candidatura a Cursos Superiores de Jazz.
  • A todos os que procuram um ensino do Jazz estruturado e eficaz .
Aceitarei alunos de Improvisação noutros instrumentos de sopro (clarinete/flauta)  desde que possuam conhecimentos técnicos equivalentes a 5ª grau do Curso geral do instrumento.

Serão aceites alunos de Combo (guitarra, piano, voz, baixo ou contrabaixo, bateria e sopros) que possuam um nível instrumental mínimamente compatível com a prática de música em grupo. 


Sobre as aulas :
Aulas semanais (individuais, no caso de Saxofone) de 50 minutos.
Apoio extra-aula através de plataforma online.
Abordagem eminentemente prática .
Apoio teórico articulado.


 Mais informações através de jose_menezes@yahoo.com  ou facebook


 Obrigado



Currículo (resumo)

                

                          Alguns dos Combos/Big Bands/Workshops que orientei


 

segunda-feira, julho 14, 2014

Charlie Bird Parker - uma noite em 52


A coisa passa-se em 1952. A 15 de Julho, faz hoje precisamente 62 anos.
Charlie Parker foi convidado a tocar no rancho do artista plástico Jirayr Zorthian um conhecido e excêntrico artista plástico em cuja casa, a norte de Los Angeles, se reunia regularmente uma comunidade de gente tão flutuante como colorida e onde nos podiamos facilmente cruzar com Andy Wharol, Bob Dylan, Andres Segovia ou Richard Feynman (prémio Nobel da Física). As festas eram frequentes e frequente era a participação de músicos, poetas ou dançarinas, em animados (ás vezes animadíssimos, como veremos...) serões pela noite dentro.
Marcado para as 9.30 da noite, só por volta da meia-noite aparece na estrada de terra que vai ter á casa, um camião que transporta o piano a ser usado nessa noite bem como os  músicos da banda de Parker. Mas de Parker... nem sombra.  Os músicos, esses, pensavam que Parker já estaria no local...
O sr. Zorthian , preocupado no seu papel de anfitrião, insiste para que, mesmo sem o leader, o grupo toque alguns temas.
O grupo era constituído por alguns dos músicos de jazz mais ativos na cena de LA á altura. Lawrence Marable na bateria, David Bryant no contrabaixo, Amos Trice no piano Don Wilkerson,  um saxofonista tenor ao ao estilo do  Texas (honker) no saxofone  tenor sax  e o jovem Frank Morgan, de 19 anos á altura destes acontecimentos, saxofonista que teria sido convidado para “aparar as baldas” do leader, e não me refiro a “baldas” de carácter musical já que os atrasos, a ausência de saxofone onde  tocar ou a pura e simples não-comparência de Parker eram  famosos.
Ao fim de uma hora de música, para regozijo e excitação dos presentes, aparece Parker. Instado a subir de imediato ao palco, apenas responde: "No, I think I'd rather go swimming." Calculo a cara do anfitrião com esta resposta de Bird. Um mergulho? quando já devia estar a tocar desde as 9.30 da noite?
Depois de muita insistência Parker sobe ao palco.
Pouco depois de isso acontecer, uma das belas convidadas presentes aproxima-se de Zorthian e anuncia : “Se Bird me pedir com jeitinho, faço um striptease para todos”.
Mal Parker, sabe disso, desce do palco, atira-se de joelhos á  frente da jovem e implora: “Please, please!”.
De imediato a beldade senta-se num cavalo de baloiço, construido pelo próprio Zorthian e inicia o seu strip enquanto a multidão grita “Tira, tira, tira!!!” e a confusão instala-se . Parker, de regresso ao palco, lugar previlegiado para assistir ao espectáculo,  baixa as calças e, em shorts,  sopra um sensual “Embraceable you”!!!



Conta Zorthian que  em pouco tempo, quase todos os presentes estavam em pelota a assistir ao strip da beldade ao som da bela música de Bird.
Do resto da noite não há notícia detalhada ....Apenas resta  a gravação da música criada nessa noite por Parker e o seu grupo , gravação feita pelo irmão de Julie McDonald, uma escultora amiga de Zorthian e, crê-se, a “West Coast girlfriend” de Parker.

Destas gravações, disponíveis aqui  deixo a que serviu de banda sonora desta estória – o sensual  “Embraceable You”  que, segundo consta, foi tocado por Parker de calças em baixo !





Mais sobre o Zorthian Ranch

Estas gravações foram detectadas e trazidas á luz  por John Burton, especialista em Charlie Parker e ex-candidato a governador da Califórnia

domingo, julho 06, 2014

Allison, Cardenas, Pelt & Royston @ Hot Club de Portugal

Hot Club de Portugal, 5 / / 14

Concerto do Ben Allison group com Ben Allison (baixo), Steve Cardenas (guitarra), Jeremy Pelt (trompete), Rudy Royston (bateria)
Um concerto relaxado num ambiente que claramente agradou á banda e que serviu sem dúvida como preparação para a semana seguinte no Birdland de Nova York.
Um jazz marcado pela ideia de canção (mais do que de "temas" como veículo e improvisação) , por um ambiente fortemente "americana" pontuado por badaladas de cowboys ou imagens sonoras largas como a paisagem, de um humor assente na exploração inteligente do kitsch de salão tex-mex.
Temas originais de Allison e Cardenas e um tema de Monk (Jackie-ing) arranjado por Allison.
Steve Cardenas a marcar o som da banda pelo menos tanto quanto o leader com a sua forma de improvisar que, mais do alinhavar belas sequências de frases improvisadas, explora o núcleo duro da canção. Solos que vão "deep in the song" , seja o que fôr que isso queira dizer. Uma abordagem que herda uma das melhores lições que o conceito pop tem a oferecer á música improvisada. 
De Pelt gostaria de ter ouvido um pouco mais de controle no instrumento e melhor afinação. Algum controle dos níveis dinâmicos que, se em alguns momentos funcionou por contraste, noutros retirou alguma intimidade ao momento. De qualquer forma, um poderoso improvisador e um muito bom gestor do espaço musical.
Royston demonstrou um enorme control, musicalidade e atenção ao discurso do solista bem como uma forma elegantíssima de solo éspecialmente através do uso de níveis dinâmicos muitos contrastantes.
Uma banda de um grande nível, de músicos maduros que não escondem o enorme prazer com que fazem música juntos.

O último tema do 1º set (2ª noite)
 

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